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Proposta de Arquitetura Agnóstica de LLM (Agno) para Otimização de SQL
1) Resumo executivo
Esta proposta posiciona a Icatu na vanguarda da automação inteligente com uma arquitetura Agno-first para otimização de SQL Oracle e SQL Server. O resultado esperado é ganho acelerado de performance, redução direta de custos e escala de produtividade sem aumento proporcional de equipes. A solução traz governança, observabilidade e segurança desde o primeiro dia, com integração total aos fluxos corporativos e potencial de automação transversal em toda a empresa.
2) Objetivo do projeto
- Criar um time de agentes especializados em SQL (explicação, otimização, revisão de qualidade e análise conservadora).
- Reaproveitar e evoluir a base existente de prompts e conhecimento técnico.
- Garantir segurança, rastreabilidade e controle de custo/latência desde o MVP.
- Viabilizar RAG corporativo para respostas alinhadas ao conhecimento interno.
- Preparar integração com canais corporativos (ex.: Microsoft Teams) para entrada de solicitações.
Resultado esperado: padronização técnica corporativa, velocidade de entrega e governança executiva para decisões de performance.
3) Escopo funcional
- Otimização de queries SQL para Oracle e SQL Server.
- Revisão por agente de qualidade com diff e análise de risco.
- Análise conservadora para cenários sensíveis e críticos.
- Execução assistida (manual ou semi-automática) com trilha de auditoria.
- Produção de relatórios executivos e técnicos por área/solicitante.
Escopo desenhado para impacto rápido: as consultas mais críticas recebem atenção imediata, e o conhecimento se acumula para ganhos contínuos.
4) Benefícios para a diretoria
- Eficiência operacional: redução de tempo gasto por equipes na análise manual de queries.
- Ganho de performance: otimizações padronizadas e repetíveis.
- Escalabilidade: capacidade de atender múltiplas áreas com o mesmo núcleo de agentes.
- Governança e compliance: rastreabilidade, métricas, custos e decisões auditáveis.
- Redução de risco: revisão automática e análise conservadora antes de mudanças.
Detalhamento das vantagens (foco executivo):
- ROI acelerado: melhora contínua de performance reduz custos de infraestrutura e tempo de execução de cargas críticas.
- Padronização técnica: boas práticas de SQL e refatoração aplicadas de forma consistente em toda a empresa.
- Velocidade de entrega: automação de análise e revisão reduz ciclos de aprovação e retrabalho.
- Observabilidade e previsibilidade: visibilidade clara de custos, latência e impacto das mudanças por área.
- Escala por demanda: agentes acionados sob demanda, com priorização por SLA e criticidade.
- Qualidade contínua: revisão e validação reduzem regressões em ambientes críticos.
- Imagem institucional: adoção de IA aplicada com governança fortalece a percepção de inovação e maturidade tecnológica.
5) Novas possibilidades de automação
- Catálogo de otimizações por área (financeiro, seguros, operações, BI).
- Rotina diária de otimização de top N queries críticas.
- Apoio ao refactoring em migrações e reengenharias.
- Assistente de engenharia para padrões corporativos de SQL.
- RAG corporativo para políticas internas, padrões de modelagem e convenções.
- Apoio a squads com respostas contextualizadas e justificativas técnicas.
- Automação orientada a metas: backlog de otimizações priorizado por impacto financeiro.
5.1) Cenários de automação por setor
Financeiro
- Otimização de relatórios de fechamento e conciliações.
- Revisão automática de queries críticas de faturamento.
- Alertas de performance para consultas que impactam SLA.
- Padronização de consultas de provisão e contabilização.
Seguros
- Refatoração de consultas de sinistros e risco.
- Otimização de relatórios regulatórios.
- Padronização de queries de precificação e provisões.
- Apoio a auditorias internas com relatórios técnicos.
Operações
- Otimização de consultas de processamento em lote.
- Identificação de gargalos em pipelines operacionais.
- Sugestões de índices e melhorias de execução.
- Monitoramento de consultas que degradam serviços críticos.
BI e Analytics
- Ajustes de queries para dashboards e cubos.
- Redução de latência em relatórios executivos.
- Padronização de joins e filtros complexos.
- Análise de custo por relatório e priorização de refatoração.
TI e Engenharia
- Revisão e refatoração de SQL em pipelines e integrações.
- Aceleração de migrações entre ambientes e bancos.
- Automação de documentação de queries críticas.
- Padronização de pipelines com base em boas práticas corporativas.
Jurídico e Compliance
- Auditoria automática de queries sensíveis.
- Verificação de padrões de acesso e mascaramento.
- Geração de relatórios para conformidade interna.
- Rastreabilidade de alterações com justificativas técnicas.
6) Arquitetura proposta (Agno-first)
- Orquestração Agno: times e agentes especializados, com histórico e memória controlada.
- Core de negócio exposto como ferramentas: casos de uso (ex: otimizar, explicar, comparar) invocados via tools.
- Módulos únicos sob sql_optimizer_team: todos os componentes centralizados no mesmo namespace.
- Integrações corporativas: bancos, repositórios de conhecimento, logs e custos.
- Camada de governança: políticas de acesso, limites de uso e auditoria.
Arquitetura pensada para expansão: novos agentes, novos bancos e novos fluxos entram sem reescrita do core.
6.1) Integração com Microsoft Teams
- Canal dedicado: solicitações feitas diretamente no Teams por usuários autorizados.
- Comandos orientados: prompts guiados (ex: “Otimizar query X para Oracle”).
- Workflows com aprovação: etapa de validação antes de aplicar mudanças em produção.
- Notificações automáticas: alertas de performance e relatórios em tempo real.
- Trilha de auditoria: registro de solicitações e respostas por usuário/time.
- Rotas por squad: distribuição automática de tarefas por área responsável.
- Experiência fluida: usuários solicitam melhorias sem sair do canal que já utilizam diariamente.
7) Observabilidade (obrigatório)
Recomendação de ferramentas de mercado:
- OpenTelemetry para traces e métricas.
- Langfuse ou Phoenix para rastreio de prompts, custos e latência.
- Grafana/Prometheus para dashboards executivos.
Métricas mínimas:
- Tokens por request e por área.
- Custo estimado mensal por time/serviço.
- Latência média e p95.
- Taxa de retrabalho/recusa.
- Taxa de aprovação e impacto percebido.
- Ganhos mensais estimados por área (tempo e custo).
8) Segurança da informação
- RAG isolado: o modelo opera prioritariamente sobre base interna.
- Bloqueio de Deep Search na web por padrão; uso somente com autorização.
- Mascaramento de dados sensíveis antes do envio ao LLM.
- Políticas de retenção e segregação de dados por área.
- Auditoria completa de entradas/saídas para rastreabilidade.
- Conformidade reforçada: trilhas claras para auditoria interna e externa.
9) RAG corporativo
- Base de conhecimento interna versionada.
- Ingestão de documentação técnica, padrões e decisões arquiteturais.
- Recuperação com filtros por área e confidencialidade.
- Curadoria contínua com feedback dos times para melhorar a relevância.
- Aumento de precisão: respostas consistentes com políticas internas e padrões técnicos.
10) Frameworks considerados
A) Agno (foco recomendado)
- Pontos fortes: orquestração de agentes, memória, tools, execução local, integração rápida.
- Ideal para: time de agentes especializados e integração customizada.
- Governança: fácil acoplamento com módulos de observabilidade e segurança.
- Escala corporativa: mais aderente a integrações enterprise e customizações profundas.
B) Langflow
- Pontos fortes: low-code visual, facilita protótipos e POCs.
- Ideal para: validação rápida de fluxos e PoCs de RAG.
- Limitações: menor flexibilidade para integrações profundas corporativas.
C) Dify
- Pontos fortes: plataforma pronta para apps com RAG, autenticação e gestão.
- Ideal para: portal de uso corporativo com usuários finais.
- Limitações: customizações avançadas podem exigir extensões adicionais.
11) Recomendações de escolha
- Agno para o core e a arquitetura principal.
- Langflow para protótipos e desenho de fluxos.
- Dify para distribuição ampla (se desejarem um portal corporativo pronto).
- Observabilidade acoplada desde o início (OpenTelemetry + Langfuse/Phoenix).
- Escala com controle: custos e resultados visíveis para a diretoria em dashboards executivos.
12) Roadmap proposto
- Fase 1: validação técnica (agentes + prompts + RAG inicial).
- Fase 2: observabilidade + segurança + governança.
- Fase 3: escala para áreas e processos internos.
- Fase 4: integração com Teams e automações cross-area.
- Fase 5: expansão para todo o ciclo de vida de performance (detecção, otimização, validação, monitoramento).
13) Riscos e mitigação
- Qualidade do output: mitigado com revisão automática + validação conservadora.
- Custo: mitigado com observabilidade e limites de uso por time.
- Vazamento de dados: mitigado com RAG isolado e mascaramento.
- Mudanças não controladas: mitigado com workflow de aprovação.
O modelo foi desenhado para que os ganhos superem consistentemente qualquer esforço de implantação, com governança e controle pleno.
14) Próximos passos
- Alinhamento técnico com @Rodrigo Bittencourt De Macedo.
- Definição do escopo mínimo viável (Oracle + SQL Server).
- Aprovação do framework prioritário e das ferramentas de observabilidade.
- Definição de critérios de sucesso (KPIs técnicos e executivos).
- Plano de comunicação executiva e cronograma de entregas visíveis para a diretoria.
Documento preparado para apresentação executiva, com foco em resultados, governança e segurança.